Clínica de urologia e proctologia Geyer
Médico Urologista


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Câncer de bexiga

Contando com um índice anual de mais de 150 mil casos somente no Brasil, o câncer de bexiga tem sua incidência maior em idosos. Quando descoberto em seus estágios iniciais, o esse tipo de câncer, também conhecido como carcinoma urotelial ou carcinoma das células transicionais, responde muito bem ao tratamento clínico e cirúrgico.

Porém, infelizmente, esse é um dos tipos de câncer com mais números de reincidência e, por isso, mesmo após a cura total, um acompanhamento rigoroso é necessário.

Tipos de câncer de bexiga

Grande parte dos cânceres de bexiga tem início nas células que revestem a bexiga internamente.

Os tipos de cânceres de bexiga são:

  • Carcinoma Urotelial

São subcategorizados em não invasivos (concentrados na camada interna das células transicionais) e invasivos (que invadiram as camadas mais profundas. Os invasivos são mais propensos à metástase e são mais difíceis de serem tratados).

Esse tipo de câncer ainda pode ser de dois tipos:

  1. Carcinomas Papilares – que se desenvolvem em direção ao centro da bexiga; e

  2. Carcinomas Planos – se desenvolvem apenas na camada de revestimento interno da bexiga.

  • Carcinoma das Células Escamosas

Esse é um tipo menos comum de câncer de bexiga, porém é considerado um tipo invasivo de câncer. Quando acometidas por esse carcinoma, as células escamosas se encontram planas.

  • Adenocarcinoma – tipo mais raro de câncer de bexiga. É considerado invasivo.

  • Carcinoma de Pequenas Células – outro tipo menos comum de câncer de bexiga, ele tem início nas células neuroendócrinas.

  • Sarcoma – esse tipo de câncer de bexiga tem início nas células do músculo da bexiga, porém é um tipo bem raro de câncer.

Causas e fatores de risco do câncer de bexiga

Os especialistas ainda não conseguiram decifrar o que leva uma pessoa a desenvolver o câncer de bexiga. Entretanto, há alguns fatores de risco que podem contribuir e até facilitar o surgimento da afecção. São eles:

  • Tabagismo;

  • Idade avançada;

  • Infecções de bexiga causadas por parasitas;

  • Inflamações crônicas na bexiga;

  • Histórico familiar;

  • Radiação, entre outros.

As maiores incidências do câncer de bexiga acontecem em caucasianos e em homens acima dos 40 anos.

Principais sinais e sintomas do câncer de bexiga

Um dos primeiros sinais a surgir é a presença de sangue na urina (hematúria). A urina muitas vezes apresenta uma coloração mais avermelhada. Entretanto, mesmo apresentando a coloração normal, o sangue na urina pode ser detectado em exames laboratoriais.

Outros sintomas que podem sugerir que é preciso consultar um urologista são:

  • Dificuldade em segurar a urina (incontinência);

  • Dor ao urinar, dor pélvica e dor nas costas constantes;

  • Fadiga excessiva; e,

  • Perda de peso.

O urologista fará uma anamnese completa e colherá dados para corroborar com sua suspeita. Exames laboratoriais e de imagem também serão solicitados para que o diagnóstico possa ser fechado e o tratamento iniciado imediatamente.

Tratamento para o câncer de bexiga

O tratamento vai depender do estágio em que o câncer se encontra. Nos estágios iniciais são realizadas cirurgias endoscópicas para remover somente o tumor. Além disso, o urologista poderá indicar a quimioterapia diretamente na bexiga como complemento à cirurgia.

Os casos mais graves exigem a retirada de parte ou total da bexiga, seguido de sessões de quimioterapia e radioterapia. Nos casos em que o tumor seja grande, poderá haver a necessidade de sessões de quimioterapia para que ele diminua antes da realização da cirurgia.

Em todos os casos, após a cirurgia, será necessário um acompanhamento rigoroso para identificar possíveis complicações ou tomar medidas preventivas para que a reincidência não aconteça.